Acorde...
Não existe nada demais em querer acordar de uma realidade que não
existe, porque a realidade é esta mesma, independentemente de você querer construir a sua própria, ou não.
A que construímos à volta dos nossos interesses, das lutas e esperanças
que colocamos em objectivos que são os reais de cada um. Essa coisa de se falar
que há objectivos que não são reais, deve ser mesmo coisa de alguém, ou algo
que não pertence a esta realidade.
Viver a vida com consciência e colocando em prática os aprendizados de
cada um, tem uma habilidade pessoal. A consciência desenvolve-se à medida que é
feita a ligação do nosso indivíduo com a vida real e a decisão de querer entrar
nesse caminho, participar ativamente em algo que necessita de ser transformado,
desenvolvido, construído, deitar abaixo e voltar a construír, para adaptar às
visões menos eficazes que obtivemos, cada um.
Esse caminho é de todos, mas pertence a cada um.
Querer manter-se perdido, sem a noção do que está a acontecer, é também
uma decisão pessoal, reprovável ou louvável, não é atributo que deva ser
qualificado.
Todos temos o direito de acordar, de despertar para essa realidade que transforma
tudo à nossa volta e em nós mesmos, queiramos ou não, aceitemos ou não,
conheçamos esse processo ou não.
Muitos são os apelos, tantas vezes inconscientes, à matriz que dá a
orientação. Muitas são as ignorâncias também, não pela recusa, mas por não
compreender o que se está a passar.
A partir de hoje não é tarde para despertar, nem mesmo amanhã, caso se
decida despertar.
Tudo vale pela decisão que se toma.



Comentários
Enviar um comentário